terça-feira, 8 de junho de 2010

OFICINA DE ESCRITA


A Menina que Roubava Livros
Maria era uma menina pobre, não tinha dinheiro nem sequer para comprar umas calças, uma boneca ou algo que a entretivesse. Raramente ia à escola porque tinha que limpar e tratar da casa e também porque lhe faltava dinheiro para poder comprar os livros, mas a sua vontade de aprender era tão grande que, pelo menos, conseguiu aprender a ler.
Era bem-disposta, divertida e bastante amorosa, a sua infância fora difícil, pois via todos os seus amigos com prendas e bem vestidos, mas mesmo assim estava sempre com um sorriso no rosto.
Pela primeira vez, quando fez 12 anos, os seus pais puderam comprar-lhe uma prenda, foi um dia inesquecível para ela, a prenda de aniversário era um livro. Mais feliz do que nunca, decidiu começar a ler, lia mal, mas a sua vontade de começar a ler o livro era tão grande que rapidamente começou a ler bem.
Depressa acabou de o ler e um dia foi a uma livraria. Viu imensos livros que adorou, mas como não tinha dinheiro para comprar nenhum, decidiu esconder um deles por baixo da blusa e fugir para casa. Tudo correu bem, porém acabou de o ler rapidamente e com a tentação de ler um outro livro, decidiu ir à livraria colocar o que tinha acabado de ler e trazer outro. Isto repetiu-se durante muito tempo.
A senhora da livraria começou a achar estranho porque via muitas vezes lá a menina e ela nunca comprava nada, até que, um dia, resolveu espreitar e viu a Maria retirar um livro de debaixo da blusa e a colocá-lo no seu sítio e a pôr, novamente, um outro por baixo da blusa. Espantada, decidiu chamá-la, disse-lhe que aquilo não se devia fazer e a menina começou a chorar, contou-lhe que não tinha dinheiro para comprar os livros e por isso levava-os para os poder ler, mas que depois os voltava a colocar sempre no mesmo sítio.
A senhora achou graça e fez-lhe uma proposta, como já ia ficando velhinha tinha alguma dificuldade na arrumação dos livros e então perguntou-lhe se ela queria ir ajudando nessas tarefas mais complicadas, podendo, em troca, levar os livros que quisesse para ler e é claro que a menina disse que sim.
A Maria, muito contente, decidiu ir para casa contar aos pais, os quais ficaram muito orgulhosos da sua filha!
Sofia Pequito 8ºA

terça-feira, 25 de maio de 2010

NOVIDADES


COLECÇÃO DE AUTORES LUSÓFONOS

"Estorvo" de Chico Buarque;
"Os Dois Irmãos" de Germano Almeida;
"Kikia Matcho" de Filinto de Barros;
"O Hóspede de Job", de José Cardoso Pires;
"Parábola do Cágado Velho" de Pepetela;
"A Varanda de Frangipani", de Mia Couto.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Escritor do Mês- Ondjaki


Ndalu de Almeida tem 31 anos, nasceu em Luanda. É simpático, embora o seu tom reservado não honre o lado comunicativo dos angolanos. Prefere ser tratado pelo pseudónimo, já que o nome está reservado para a intimidade familiar. Escreve poesia quando ela acontece e através da prosa desnuda a vivência urbana de Luanda, à qual está preso por força de uma juventude prisioneira da guerra.
O autor cresceu no bairro Alvalade, na Maianga e, entre as preocupações sociais, olha as crianças como a esperança da intervenção. Com a intervenção social e cultural junto das crianças poderemos semear coisas boas para o futuro, defende o escritor, que actualmente faz um desvio à sua tendência natural de escrita. Essa preocupação resultou em duas histórias infantis: Ynari: A Menina das Cinco Tranças e O Leão e o Coelho Saltitão, livro baseado num conto tradicional do Moxico e que está prestes a ser lançado em Angola pela Nzila.
A primeira oportunidade de editar poesia surgiu em Luanda. Depois foi a editora Chá de Caxinde. Em Portugal, a editora Caminho abriu-lhe as portas, três anos depois de ter enviado um original pelo correio. Em Angola é a Nzila que edita as suas obras. Como escritor, liberto de prazos e de qualquer pressão ideológica, afirma que viver da escrita é muito difícil, mas a gente vai-se desenrascando. Porém, Ondjaki não vive só da escrita. Farto-me de trabalhar. Escrevo crónicas para jornais, dou aulas de escrita criativa e consultoria, disse. Também já andou pelos caminhos do guionismo, escreveu os quatro primeiros guiões de uma série da TPA, que se chama Sede de Viver e, em co-autoria com Kiluanje Liberdade, produziu o guião para o documentário sobre Luanda, Oxalá Cresçam Pitangas. O teatro também o tentou, escreveu uma peça para o Festival Africano em Portugal, que esteve para ser encenada no Teatro Dona Maria II, mas que acabou por não estrear em palco.
Recebeu vários prémios internacionais entre os quais o prémio do conto “Camilo Castelo Branco 2008” atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores devido ao livro Os da Minha Rua, uma cativante colecção de contos relativos à sua infância passada na Maianga. No mesmo ano venceu o prémio “Grinzanefor África” na categoria de jovem escritor. Quanto a planos para o futuro, Ondjaki tenciona terminar um livro infantil e trabalhar num novo romance.
BIBLIOGRAFIA
- Actu Sanguíneu(poesia). Angola: iNALd, 2000
- Há Prendisajens com o Xão (poesia). Portugal: Caminho, 2001
- Bom Dia Camaradas (romance). Portugal: Caminho, 2003.
- Momentos de Aqui (contos).Portugal: Caminho, 2001.
- O Assobiador (novela). Portugal: Caminho, 2002.
- Ynari: A Menina das Cinco Tranças (infantil).Portugal, Caminho, 2004
- E Se Amanhã o Medo (contos).Portugal: Caminho, 2005.
- Quantas Madrugadas Tem a Noite (romance). Portugal: Caminho, 2004.
- Os da Minha Rua (estórias,2007). Portugal: Caminho. Brasil: Língua Geral
- AvóDezanove e o Segredo do Soviético (romance). Portugal: Caminho, 2008. Brasil: Companhia dasLetras, 2009.
- O Leão e o Coelho Saltitão (infantil).Portugal: Caminho, 2008.
- Materiais para a Confecção de um Espanador de Tristezas (poesia).Portugal: Caminho, 2009

quinta-feira, 18 de março de 2010

1º festival literário

“I Festival Literário da Escola Secundária Mouzinho da Silveira”

Decorreu, na semana de 8 a 12 de Março, o “I Festival Literário da Escola Secundária Mouzinho da Silveira”.
Iniciativa conjunta do Departamento de Línguas e da Biblioteca Escolar, este I Festival reuniu eventos que pretendiam receber condignamente os alunos e professores do Projecto Sócrates Comenius oriundos de Espanha, França, Itália e Turquia (num total de 35), evocar José Régio, enquanto escritor e professor do Liceu e ainda celebrar a Semana da Leitura.
Estes objectivos foram plenamente atingidos através das actividades levadas a cabo e que mostraram a Escola Secundária Mouzinho da Silveira como ela, de facto, é – um local que privilegia a aquisição de conhecimentos, sim, mas que simultaneamente se revela viva, divertida, preocupada com a formação dos seus alunos a nível cognitivo mas também com a alegria, propiciando a criatividade e, porque é abrangente, com a apropriação do conhecimento emanado, a nível local, dos artesãos tradicionais a quem abriu as suas portas numa “Mostra” de trabalhos em barro, cortiça, bordados, doçaria… que decorreu durante todo o dia 10.
A técnica da Ilustração foi explicada pelo Professor Joaquim Ferreira e a de Trabalhos em Feltro, pela Professora Olga Rego que apresentaram as suas criações e promoveram “workshops” com os alunos que neles participaram activamente e com grande satisfação. Também a mostra de “Decoupage” da autoria da D. Célia, nossa prezada funcionária, foi devidamente apreciada por todos aqueles que deambularam pela superlotada Sala de Convívio dos Alunos.
O estilista Tiago Pires apresentou a sua nova colecção que integra pormenores dos famosos bordados de Nisa e a Passagem de Modelos (com alunas do 11.º F do Curso de Animadores Socioculturais) foi um dos momentos altos do dia e da semana.
Também o Concerto que decorreu na tarde de 4.ª feira foi empolgante e ganhou a adesão de todos os que assistiram à apresentação das Bandas “Funfarra” e “Joker”constituídas por alunos e professores da Escola e que continuam a revelar artistas talentosos.
José Régio foi evocado através de uma Exposição que contou com a apresentação de dados biográficos e bibliográficos, inúmeras fotografias e depoimentos e ainda com a presença do espólio que bem marca a sua passagem pelo antigo Liceu, hoje Escola Secundária Mouzinho da Silveira. Falamos do seu Registo Biográfico enquanto professor desta Instituição, uma Acta e um teste manuscritos, o manuscrito da peça “Um Sonho de uma Véspera de Exame”… que são pertença da Escola. A sua poesia ecoou pela voz das alunas do 12.º B num “Recital de Poesia” que prestou homenagem não só a Régio mas ainda a Fernando Pessoa e a diversos poetas a que os alunos do Projecto Comenius deram voz e alma. A prosa recordada uniu, mais uma vez Régio à cidade de Portalegre com a palestra “Portalegre vista por Régio em Davam Grandes Passeios ao Domingo da responsabilidade da Professora Conceição Brás.
A Semana da Leitura foi festejada e com ela todos os alunos (à excepção dos do 12.º ano, por razões óbvias) tiveram um primeiro contacto com o romance de José Régio O Príncipe com Orelhas de Burro.
O Festival foi encerrado no dia 12 com a entrega, pela Directora, Professora Arlanda Gouveia, dos prémios aos vencedores dos concursos de poesia e prosa levados a efeito durante o presente ano lectivo. Presente em todas as actividades que a sua disponibilidade lhe permitiu, era evidente a sua satisfação pelo envolvimento de todos os elementos da Comunidade Educativa neste evento.
Seguiram-se duas leituras dramatizadas pelos alunos do 12. E (The Library) e do 10.º A (adaptação em verso da lenda A Dama Pé de Cabra). Foi um momento perfeito, já vivido pelos pais dos alunos intervenientes no dia anterior, pelas 18 horas. Foi a chave de ouro de uma semana inesquecível.

Conceição Brás

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Oficina de Escrita



Era uma vez...
Num país distante, morava uma menina muito feia chamada Cinderela. A rapariga era horrível: tinha os olhos tortos, a cara flácida, tinha duas enormes verrugas no queixo e era gorda, tão gorda que tinha de se pôr de lado e encolher a barriga para poder passar pelo portão da entrada. Cinderela vivia com a sua Madrasta numa enorme e rica mansão, vigiada 24 horas por dia por quarenta guardas e três cães para poder proteger as riquezas da casa e as suas filhas, que eram estrelas Pop com muito sucesso por todo o mundo.
Apesar de toda esta riqueza, a vida da Cinderela era muito triste: tinha de lavar toda a casa, de cima abaixo e ainda fazer as refeições. Houve uma altura em que Cinderela ia apanhando um esgotamento, mas lembrou-se de que só os ricos é que podiam ter doenças nervosas, por isso apenas apanhou uma constipação. Certa altura, há cerca de dois anos, chegara uma carta à imaculadíssima mansão da Madrasta, que dizia:
Caros habitantes do Reino,
Venho por este meio anunciar que irá haver uma festa no Palácio Real, onde terão de participar todas as raparigas do nosso majestoso território. O motivo da festa é escolher a Miss Contos Encantados deste ano. A vencedora poderá ainda casar com o Príncipe do nosso Reino. A festa será amanhã à noite. Volto a referir que por mais feia que seja a senhora, terá de comparecer na festa.
Atenciosamente,
O Secretário Real
Como fora Cinderela a abrir a porta, fora a primeira a ler a carta. Ficou de tal modo contente que uma das suas verrugas desapareceu. Depois, pegou na carta, subiu as escadas e chegou ao quarto da Madrasta. Esta estava a olhar-se ao espelho, como normalmente fazia.
- Senhora – disse Cinderela educadamente – chegou uma carta do Palácio.
Ela entregou-lhe a carta e saiu. Quando ia a chegar ao patamar, ouviu a voz da Madrasta chamá-la.
-Sim, Senhora? - perguntou Cinderela, voltando ao quarto.
- Aonde pensas que vais? - questionou a Madrasta, venenosamente.
- I... ia arranjar-me para a Festa de amanhã.
- Oh! Querida, que pena não poderes ir.
- O quê?! – Cinderela atirou o cabo da vassoura para o chão.
- Tem calma, querida. Só não podes ir porque vais estar demasiado ocupada a tratar de nós. Vamos precisar de várias coisas... - e começou a enumerá-las, mas Cinderela nem a ouvia. Sentia a raiva fervilhar dentro de si.
- Escute, – interrompeu ela – na carta diz que todas as raparigas do Reino...
- Sim, sim. Pois é. Mas, querida, mesmo que fosses não ganharias. Já olhaste para ti?
Cinderela pegou na vassoura e dirigiu-se para o seu quarto.
- Ah! Só mais uma coisa. – Cinderela parou de andar, mas não se virou. - Diz ao narrador para parar de me chamar Madrasta. Não tem estilo! Diz para me tratar por... Britney.
Cinderela foi, finalmente, para o seu quarto. Não queria saber das ordens da Madra... quer dizer, Britney. Iria ao Baile mesmo sem uma Fada Madrinha…e foi mesmo isso que aconteceu…
A noite da Festa chegou. Britney e as suas filhas já tinham partido nas suas limusinas e Cinderela estava no seu quarto, a suspirar, olhando pela janela, vendo o crepúsculo desaparecer e dar lugar à noite de veludo. A certa altura, como se de um raio se tratasse, apareceu uma senhora jovem e esbelta, com óculos no rosto e uma agenda electrónica na mão, estava suspensa no ar por um par de asas.
- Ah! - disse Cinderela – Estava a ver que nunca mais aparecia nenhuma.
- Desculpa, filha! Mas há mais histórias para salvar. - olhou para a agenda. - Despacha-te a dizer o que queres, a seguir tenho de ir fazer crescer o cabelo da Rapunzel.
- Bem, queria poder ir à Festa do Príncipe.
- Ui! Filha, vamos ter de fazer muita coisa…- agarrou no braço de Cinderela e levantaram voo pela janela. - A tua sorte é que a Corporación Dermoestética ainda está aberta.
Quando chegaram à festa havia uma passadeira vermelha desde a entrada do pátio até ao grande salão. Cinderela saiu da limusina e passou, elegantemente, no meio dos flashes. Estava muito bonita. Tudo tinha sido mudado: uma plástica no rosto, retiraram-lhe a gordura, realçaram o peito e pintaram-lhe o cabelo de amarelo dourado. Quando entrou no salão, todos os rostos se viraram para ela, incluindo as suas irmãs que estavam a um canto a conversar com o Elvis Presley. Uma rapariga muito simpática chegou-se ao pé da Cinderela e disse-lhe:
- Olá! Sou a Branca de Neve. Nunca te tinha visto por cá.
- Olá! Sou a Cinderela. Estás doente? É que estás assim... com um ar pálido.
- Olá! - disse outra voz.
Quando Cinderela se virou viu o Príncipe e ficou logo caidinha de amores.
- Queres dançar? - perguntou o rapaz.
Cinderela nem disse nada. Pegou no braço dele, atirou-o para a pista de dança e dançaram toda a noite... Até que o Príncipe lhe perguntou:
- Queres casar comigo?
- Claro! Isso pergunta-se?
Nessa altura, Cinderela sentiu a plástica a saltar do rosto e a gordura a voltar ao seu sítio.
- Venho já, está bem? - e desatou a correr pela cidade fora. - Malditas empresas que prometem beleza eterna. Nunca são de fiar!
O príncipe, esse, nunca mais a viu, pois Cinderela passou alguns anos a vomitar, para ver se conseguia emagrecer.
Quando finalmente se tornou bela, o Príncipe já tinha casado com a Bela Adormecida.
Guilherme Romão 8º B

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sugestão de Leitura


O Planeta Branco

Miguel Sousa Tavares
Ilustrações de Rui Sousa
Capa dura. Oficina do Livro 2005.
87 páginas.

Lydia, Lucas e Baltazar são as três personagens a bordo da nave Ítaca-3000. São, portanto, a tripulação desta nave, que parte do deserto do Sahara, com o objectivo de descobrir água no planeta Orizon S-3. Este nome tem origem no nome do seu descobridor, Óscar Rizón, da Guatemala; como se localizava no terceiro sistema solar, daí S-3.
De ano para ano os cientistas vêm observando que o ciclo da vida natural está alterado, e existem muitos problemas ligados ao meio ambiente que estão a destruir a vida na terra. Assim, é preciso pôr em marcha uma missão de salvamento do planeta Terra – a missão de Ítaca-3000.
Durante dois meses de viagem, os astronautas dedicam-se às missões de rotina e tudo decorre com normalidade. Para mantê-los em contacto com a Terra estavam Marko e Bianca, os dois assistentes do chefe da missão em terra. Marko e Bianca vão-lhes transmitindo informações úteis e distraindo-os, ao mesmo tempo, para que os momentos de tédio sejam ultrapassados.
Porém, na sua trajectória ocorreu um erro de cálculo e o planeta Orizon S-3 não ficava onde os cálculos indicavam. Deste modo, Ítaca, depois de uma grande turbulência, em que os três astronautas pensavam ser o seu fim, foi desviada para o Planeta Branco, onde Lydia, Lucas e Baltazar chegaram inconscientes. Quando acordaram deram-se conta de que, apesar de o relógio indicar que só tinham passado doze horas, os seus físicos tinham a aparência de por eles terem passado trinta anos.
Uma vez desembarcados do planeta, foram recebidos por um senhor de branco, que lhes disse ser aquele o sítio para onde vão os que morrem na terra; no entanto, os que morrem cedo, por acidente, os que foram bons na terra transformam-se em estrelas e estão espalhados pelo universo inteiro. O senhor de branco informou-os de que, ao saberem tudo o que se passa na terra, souberam também que eles se estavam a afastar da sua rota e atraíram-nos para aquele planeta para depois os reencaminharem para a terra, para aí acabarem os seus dias.
Os astronautas foram ainda informados de que a morte não é o fim de tudo, é sim o fim do que se conhece, mas depois iniciamos uma outra etapa da nossa existência, isto é, a morte é só o descanso da vida. Quiseram saber se iriam encontrar o planeta Orizon, se valeria a pena continuarem a sua busca, ao que o senhor de branco lhes retorquiu que não poderia responder a isso. Simplesmente os aconselhou a amarem a terra e a honrarem a vida que receberam, pois são os homens que vivem na terra que têm o dever de a salvar.
Lydia, Lucas e Baltazar regressaram à nave e partiram, notando que, progressivamente, os seus corpos voltavam a ter o aspecto jovem de anteriormente, e não se lembravam do que havia acontecido nas últimas horas. Voltaram a ter contacto com Marko e Bianca e receberam indicações para regressarem para Terra, pois já haviam feito muito pelo seu planeta.

Grupo 410